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Qual será o futuro dos sindicatos?




Após a reforma trabalhista é amplo o debate sobre qual vai ser o futuro dos sindicatos no Brasil. O fim da obrigatoriedade da contribuição sindical em 2017 foi comemorado pelos trabalhadores e, ao mesmo tempo, uma preocupação para as entidades sindicais. O sindicato precisa convencer o trabalhador a se filiar fornecendo bons serviços para a sua categoria. O que se viu, a partir de 2018, foi uma corrida desenfreada por fontes de receita para sobreviverem.


Há milhares de sindicatos no Brasil que atuam em diversas categorias profissionais e regiões do país. Apesar desse fator parecer promissor para o desenvolvimento de uma regulação contratual ou negociada do trabalho, parcela significativa deles é relativamente frágil, com poucos trabalhadores em sua base e uma reduzida filiação. Deste modo, possuem recursos escassos para negociar coletivamente novas formas de regulação do trabalho.


Porém, esta não é a primeira vez que os sindicatos enfrentam uma crise. A estrutura sindical no Brasil ganhou força e forma na década de 1930, sendo um era um instrumento importante dentro do Estado Novo, que lidava com os conflitos econômicos de forma corporativa e autoritária. Mesmo com o fim deste regime, a estrutura sindical foi capaz de sobreviver nas décadas seguintes sem abalar suas estruturas básicas.


Por esses motivos é importante levantar a seguinte reflexão: a estrutura sindical é capaz de continuar a melhorar o bem-estar dos trabalhadores num cenário de constantes desequilíbrios no mercado de trabalho? Deste modo, mudanças estruturais e históricas são não apenas necessárias, como urgentes, para tornar os sindicatos mais representativos e atuantes.


Desde 2014, muitos índices de desempenho econômico e social apontam diminuição no crescimento ocupacional, aumento da informalidade, redução dos salários e aumento do desemprego, todos agravados durante a atual crise gerada pelo Covid-19.


Como uma das possibilidades para a solução deste desafio atual é importante lembrar que estamos na era da “indústria 4.0” com a utilização cada vez em maior escala de tecnologias para automação de processos produtivos.


Dentro deste contexto, também é fundamental que os sindicatos se adequem às novas tecnologias e realizem uma transformação digital dentro de suas estruturas operacionais e no seu relacionamento com seus sindicalizados, como exemplo podemos citar a importância de uma forte presença digital através das redes sociais.


Nós da Probono acreditamos que o coronavírus trouxe uma crise sem precedentes para nossa economia com um índice de desemprego altíssimo e crescimento da linha da miséria. Por isso, é importante que haja um debate amplo sobre o papel da negociação coletiva na regulação do trabalho e os sindicatos são de extrema importância dentro deste contexto.


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